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Atlântida

O filósofo do século IV a.C. Platão foi o principal difusor do mito de Atlântida, nas obras Crítias e Timeu. Desde então, acredita-se que um continente submerso no Oceano Atlântico cerca de 9560 a.C. teria mantido algumas zonas intactas, onde os Atlantes vivem ainda. Várias narrativas avivaram esta tradição ao longo dos séculos. Conta-se, por exemplo, a visita do Capitão Nemo nas Vinte Mil Léguas Submarinas de Júlio Verne (1828-1905). A tecnologia em Atlântida era muito avançada. Não apenas o território estava protegido por um dispositivo arquitetónico que garantia a sobrevivência, como também reproduziam quimicamente os produtos da superfície como vinho, café, chá ou farinha. Conta-se que uma parte deste continente continua ainda por desbravar, e os Atlantes recebem de bom grado novos turistas e intrépidos exploradores….

 

            Bensalem

No Pacífico Sul, imaginou Francis Bacon (1561-1626) o arquipélago de Bensalem como a Nova Atlântida, uma reconfiguração da velha lenda que Platão imortalizara no século IV a.C. As diversas ilhas eram organizadas sob diversos regimes políticos. A instituição mais importante do território era a Casa de Salomão, fundada por Solamona. Nesse colégio universitário de sábios, se planificava o futuro da humanidade, a partir de uma política de descoberta e da construção do conhecimento através da investigação científica. Os habitantes falavam uma língua de origem desconhecida, com grande atenção às sensações. Por exemplo, possuíam mais de trinta palavras para cheiros. A generosidade e o esclarecimento, a dignidade e o esplendor, a piedade e o espírito cívico eram apanágio deste povo.

 

                      Cidade do Sol

Na Ilha da Taprobana, em pleno oceano Índico, imaginou Tommaso Campanella (1568-1639) a perfeita sociedade habitando uma Cidade do Sol, muralhada e organizada sob princípios de racionalidade urbana. O território era regido pelo príncipe Sun, o Metafísico e os seus três ministros, Pon, Sin e Mor – nomes que significam na nossa língua Poder, Sabedoria e Amor. O trabalho estava organizado por Sin para que os habitantes se fossem continuamente instruindo nas ciências e nas artes: todas as paredes e muros da cidade estavam decorados com imagens de ilustrações científicas. A propriedade era um conceito desconhecido; mesmo as crianças eram educadas desde tenra idade, não pelas famílias, mas por professoras.  

 

                                     Sabedoria

O Arquipélago de Sabedoria, imaginado por Alexander Moszkowski (1851-1934) situava-se em Tuscanora, no Pacífico Norte e seria composto por quase quatrocentas pequenas ilhas. Apesar da sua pequena dimensão, Sabedoria contava com a argúcia dos seus habitantes, e, ao longo dos séculos, foram enviados espiões para conhecerem os avanços tecnológicos e a literatura das terras estrangeiras. Por essa razão, nestas terras distantes era possível encontrar livros que eram já desconhecidos nos seus países de origem. Essas obras foram a base para as diferentes culturas de Sabedoria. Por exemplo, em Sarragalla existia uma sociedade mecanizada, mas já em Vléha a população regia-se pelo budismo tradicional. Por sua vez, o território de Sabedoria foi apenas conhecido parcialmente por volta de 1920, quando foi encontrado no âmbito de uma expedição americana. 

 

                                             Ilha dos Filósofos

A Ilha dos Filósofos do abade Balthazard, foi imaginada na ressaca da Revolução Francesa, numa obra publicada em 1790. Situava-se na costa dos Estados Unidos da América, perto da Ilha da Fortuna. Os cidadãos eram dotados de um elevado sentido cívico democrático e a sociedade não tinha governo político – tinham sido incapazes de chegar a um consenso sobre qual seria o sistema menos opressor e mais esclarecido. O ensino da filosofia tinha aí grande importância, existindo escolas rivais. Deste modo, os filósofos Europeus encontraram aí um refúgio, e os representantes da escola de Voltaire ou Diderot voltaram a ter ouvintes interessados. Em Rispa, a capital encontrava-se a sede de uma instituição académica de elevada reputação. Os habitantes faziam da discussão filosófica um hábito, de tal modo que os estrangeiros que a visitassem se podiam sentir intimidados…

 

                                                                           Utopia

O jurista e filósofo humanista Thomas Morus (1478-1535) imaginou uma República na Ilha de Utopia, situada a cerca de 15 milhas da costa da América Latina. A capital, Amaurota, situava-se no centro da ilha e era servida por um porto de mar interior. O perigoso oceano era o único acesso a este território idílico, onde os poucos viajantes que se aventuravam eram recebidos de braços abertos. Os habitantes, que falavam em Utopiano, tinham por paixão o cultivo de jardins e hortas e acreditavam fortemente numa vida após a morte, onde seriam recompensados ou castigados. A sociedade não era igualitária, mas tinha grandes preocupações com a formação ética dos Utopianos. Não existia nem propriedade privada, nem homicídio.

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